SEXO E ENVELHECIMENTO FEMININO – Parte I – As mudanças no sexo com o processo de envelhecimento

 Cada vez mais, aumenta a longevidade entre homens e mulheres. A expectativa de vida aumentou e com os avanços na medicina, isso acontece de maneira mais saudável. Um dos resultados dessas conquistas, é a possibilidade de continuar desfrutando da intimidade e curtindo a vida sexual. Contudo, as mulheres se veem diante de diversos questionamentos sobre sua sexualidade com o processo de envelhecimento. Que tal discutirmos alguns? Vamos começar pela seguinte dúvida:

Com o processo de envelhecimento o sexo muda? Se sim, o que muda?

É complexo falar ou escrever sobre sexualidade, pois é algo que faz parte da identidade humana. Ela envolve os sentimentos sobre si e os outros, as experiências próprias e nos relacionamentos e o funcionamento corporal, ou seja, inclui questões relacionadas a autoestima e os papéis que tomamos e nos são dados. Existe a ideia de que o sexo só pode ser experimentado e apreciado por jovens, e aí, quem concorda pode apresentar dificuldades em se adaptar a sexualidade com o processo de envelhecimento.

A expressão sexual muda ao longo da vida, assim como outras atividades pode passar por transformações. A função sexual pode apresentar diferenças entre um casal jovem e um casal idoso, e isso não significa que o sexo seja menos prazeroso. Para os casais idosos é mais importante a qualidade das relações interpessoais, embora muitos percebam que uma boa relação sexual seja importante para a qualidade de vida.

A sexualidade na terceira idade não é abertamente discutida socialmente. Culturalmente, há muitos preconceitos que criam o estereótipo da pessoa idosa como assexuada, sem sentimentos ou emoções.

É normal acontecerem diversas mudanças físicas no processo de envelhecimento, algumas destas afetam, naturalmente, a resposta sexual. Contudo, a sexualidade vai muito além de um foco genital do sexo, e há casais que nesta fase acabam encontrando novas formas de se estimular, como por exemplo com vídeos e leitura erótica. Para que o sexo se mantenha prazeroso na velhice, é necessário que a comunicação entre o casal seja assertiva, que possam discutir abertamente seus desejos sexuais, fantasias, e que experimentem.

Algumas mulheres percebem que demoram mais para se sentirem excitadas, e comparado a juventude, isso é normal que aconteça, pois faz parte das mudanças do processo de envelhecimento.Em relação as mudanças que acontecem na resposta sexual, não há como determinar com precisão, pois para cada mulher é diferente. Envolve o conceito que mulher tem de si mesma como ser sexual, e isso pode estar atrelado a capacidade de reprodução, o que se perde após a menopausa. Durante a menopausa, podem haver algumas alterações na função sexual, por conta da grande variedade de condições que as mulheres passam a experimentar. Algumas dessas mudanças, na excitação e desejo, são consequência da queda nos níveis de estrogênio, mas não todas são exclusivas dessa queda.

As paredes vaginais ficam mais finas e menos elásticas, o que pode acarretar mudanças na lubrificação. A lubrificação demora mais para acontecer e há menor volume em mulheres mais velhas. Isso pode causar dor durante a relação sexual, caso a mulher não esteja suficientemente excitada. Por isso, recomenda-se o uso de lubrificantes. A mulher pode ainda perceber que a área vaginal e os seios tornaram-se menos sensíveis ao toque, e que o tempo para chegar ao orgasmo demora mais. Portanto, é importante exigir uma estimulação diferente, o que era eficaz pode não ser mais. E é possível ter um bom sexo? Sim, com certeza. O sexo pode mudar, mas pode ser tão satisfatório quanto antes, ou talvez mais. O segredo está em aprender a se comunicar de uma maneira que leve a realização física e emocional.

 

Referências: www.essm.org

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