Ejaculação Prematura – diagnóstico, causas e tratamento

As pessoas estão acostumadas ao termo ejaculação precoce, contudo, conforme já mencionamos aqui, atualmente, a nomenclatura correta é ejaculação prematura. A ejaculação prematura é referida como a mais frequente das disfunções sexuais, independentemente da idade. Para a dinâmica sexual do homem e do casal, o complexo processo da ejaculação é fundamental. Mas o que é a ejaculação? É o conjunto de fenômenos neuromusculares que permitem a expulsão do esperma para o exterior, e que, habitualmente, é acompanhada de uma sensação de prazer (o orgasmo masculino).

E o que é a ejaculação prematura, ou como geralmente conhecida, a ejaculação precoce? A ejaculação prematura é a situação recorrente em que a ejaculação se produz antes do desejado pelo homem. Depende de alguns fatores, como por exemplo, idade do individuo, circunstâncias, frequência das relações sexuais, expectativas de cada parceiro. A ejaculação prematura pode ser:

* Primária – Frequentemente devida a um erro na aprendizagem, com as primeiras experiências

* Secundária – Habitualmente relacionada a fatores orgânicos, como processos inflamatórios e/ou infecciosos da próstata e vesícula seminal, ação de medicamentos, estresse, poucas horas de descanso, hábitos tóxicos ou falta de exercícios físicos. A esclerose múltipla e outras doenças também podem ser causa.

Com frequência, a ejaculação prematura leva a perturbação do prazer e da satisfação sexual, e dificuldades nas relações interpessoais. O diagnóstico se fundamenta, essencialmente, na história clínica e exploração física.

Em relação a etiologia da ejaculação prematura podemos dividir de acordo com os mecanismo de ação, que são:

* Psicorrelacional

Ansiedade

Problemas Conjugais

* Neurobiológicas

Hiperatividade Serotonérgica

Hipoatividade Serotonérgica

Hipersensibilidade Peniana

* Urológica

Inflamação ou infecção prostática

* Hormonal

Hipertireoidismo

* Andrológica

Disfunção Erétil (quando a preocupação em ter e manter a ereção faz com o homem perca o controle ejaculatório)

A repercussão da disfunção ejaculatória pode acontecer ao nível individual e conjugal, pois pode desencadear alguma hostilidade, até mesmo inconsciente, o receio da crítica da parceira, a culpa pela não satisfação da parceira, problemas de autoestima e o sentimento de inapropriação. Os conflitos conjugais e sexuais levam a uma diminuição do contato sexual entre o casal, o que irá ajudar a aumentar o medo de fracasso, que consequentemente eleva a ansiedade nas relações posteriores, reforçando a ejaculação rápida. A partir disso, é normal que apareça um comportamento de evitação da relação sexual.

 

E existe tratamento?

Sim, existem profissionais especializados em tratamentos para disfunções sexuais, como a ejaculação prematura. O tratamento aborda, geralmente, a intervenção psicoterápica e medicamentosa. A psicoterapia permite ao paciente reconstruir progressivamente o padrão sexual, assim como orientá-lo, ou orientar o casal, a identificar fatores que mantém a disfunção sexual, tanto comportamentais como de interação que tenham sido desenvolvidos. Também proporciona a aquisição de estratégias para lidar com os problemas específicos.

Em relação a terapêutica medicamentosa, ao longo dos anos, diversos medicamentos tem sido utilizados. Os mais comuns são a clopramina e os inibidores seletivos da recaptação da serotonina – paroxetina, sertralina, fluoxetina e fluvoxamina. Há alguns anos, tem sido estudado e comercializado, em outros países,  um inibidor seletivo da recaptação da serotonina especifico para a ejaculação prematura, com boa eficácia e poucos efeitos colaterais – a dapoxetina. No Brasil, ainda não comercializado.

Diante de alguma dificuldade sexual, não hesite em buscar um profissional especializado. A sua sexualidade tem proporção direta com sua qualidade de vida!

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